Agora que você já se empolgou e começou a ler, eu revelo: apesar do nome, o filme não é sobre esse tipo de sacanagem.
É sobre uma muito menos estimulante, muito mais vergonhosa, muito mais.
Stip Search trata de questões internacionais num espectro pessoal e chocante. Descobri o filme por acaso, zapeando sem mais nem menos. De fato, as melhores coisas aparecem quando menos se espera.
Trata-se da criativa exposição de dois mundos a princípio muito diferentes, mas que se revelam muito iguais. De um lado, a China de um regime fechado, certamente pós Mao, mas que não é bem especificado. Do outro, a Nova Iorque (New York, New York) eternamente efervescente e cosmopolita.
Na China, uma americana. Nos EUA, um árabe. Frente à acusações absolutamente despropositadas de ameaça às nações, eles são interrogados, humilhados, desmoralizados...enfim, o de sempre.
O mais surpreendente não é ver o sofrimento ou a agonia de ambos, isso é irrelevante num mundo onde o cinema pode contar com Almodovar e Van Dame. O surpreendente é assistir ao filme e passar o tempo todo com mais dó da americana que do árabe.
As situações vividas pelos dois são as mesmas. Os diálogos e pressões também. Então, por quê? Por que o inglês newoleansiano que sai da boca dela parece tão mais aceitável que os "erres" exagerados do moreno de cabelos semi crespos? Por quê?
Impossível saber. O fato é que o filme revela até ao maior dos democratas seus preconceitos intrínsecos. Extraordinário.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
Vou ver esse filme!
Mas eu te entendo. Ja viu Crash? O grand e vencedor do oscar? Agte sente a mesma coisa....
Concordo com a Helena: me fez lembrar Crash, que por sinal é muito bom (e a musiquinha do FInal é linda!)...
Preciso falar sobre o post anterior...
"A vontade de que ele seja feliz é tão absurda que eu me faço de palhaça pra ele rir de mim"
Lindo!!! Esses imbecis que não percebem as coisas que a gente faz por eles, viu?!
Postar um comentário