Dias bons são, é claro, bons. E se não fossem bons, não se chamariam "bons", mas sim "maus". O problema é que, embora bons e, portanto, nada maus, os dias bons são insuficientes.
Insuficientes, sim, porque não são suficientes. Se fossem suficientes, asssim seriam chamados e dispensariam o prefixo.
Isso tudo quer dizer que os dias bons, e, portanto, nada maus, não cumprem sua cota de suficiência no seu papel de fazer sentir, adivinha, bem.
Isso porque sentir bem é insatisfazível, e o desejo de satisfação, infinito. Quer dizer que quando nos sentimos bem e, portanto, não nos sentimos mal, há e sempre haverá o desejo de sentir ainda melhor. Nada nunca basta, porque, se bastasse, eu não teria escrito "nada" e "nunca", mas sim "tudo" e "sempre".
A grama é mais verde do outro lado; a felicidade está sempre a um passo; o ciúme despropositado e o desejo infinito e, portanto, sem fim estão aqui e a grama, é claro, lá.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
5 comentários:
Faz sentido, porque, se não fizesse, eu teria colocado um advérbio de negação antes de "faz sentido".
Engraçado, ler o seu post me lembrou a estrutura do "Ilha das Flores"... ahuauhhuaa
Pois, claro, se não tivesse me lembrado, eu não teria dito que ele me lembrou!
O bom deve ser entendido na sua plenitude ou na sua parcialidade? O bom é bom pq é completo, por que se a incompletude do bom existisse não seria bom , seria mal. O mal é aquilo q não é bom, então ser incompleto e insuficiente é mal, logo não pode ser um dia bom incompleto, pois do contrário não seria bom. O fato é que o seu dia não foi tão bom assim;foi uma ilusão, foi uma imagem na sua cabeça que criou a idéia de bondade a partir da incompletude, portanto do mal, mas não importa, "there is no good or evil, there is only power"
Não há dias bons. Não há dias ruins. Não há dias completos. Não há dias incompletos. Há apenas A MANDÍBULA...
Hahahaha!!!
Bjão Day!
Postar um comentário