sexta-feira, novembro 03, 2006

Bom senso?

Há dias estou encurralada com um trabalho a entregar nesta terça-feira. O trabalho exige que eu compare uma das coberturas da Folha de S.Paulo e os métodos aplicados no processo de reportagem com o que o Manual de Redação da Folha dita.
Pros felizardos que não são aspirantes a jornalistas, um Manual de Redação é uma espécie de guia que toda empresa jornalística tem. Nele, a empresa diz quais são seus padrões, métodos e o que ela recomenda e entende como bom jornalismo.
Bom, até aí tudo parece muito fácil. Mas atentem para algumas das "definições" do tal manual:
  • "Cabe ao profissional, apoiado em critérios de bom senso, determinar o grau de confiabilidade de suas fontes..."
  • "Todo o processo de edição deve estar a serviço do leitor, de sua inteligência, sua sensibilidade...."
  • "... o jornalista deve ter ocupações éticas..."
  • Informações captadas "devem estar sujeitas a confirmação cuidadosa"

E aí? O que tudo isso significa? Eu respondo: não significa nada! Ética, bom senso, inteligência e sensibilidade, blá, blá, blá.

É claro que ética. bom senso e tudo isso são fundamentais, mas, a rigor, levantá-los como bandeira é o mesmo que nada. Não são tangíveis, são subjetivos. Dizer que tal repórter teve ou não bom senso depende só de um bando de valores pessoais, e um jornal não deveria depender só de um bando de valores pessoais.

Não é realista. Como é, então, que eu comparo a realidade com isso? Simplesmente não comparo. Fico horas encarando a tela do computador, me canso e venho escrever no blog.

Um comentário:

Anônimo disse...

A maneira é falar não só do jornalista, mas da Folha e do próprio Manual.