quarta-feira, novembro 22, 2006

Primeira vez

Entrei no ônibus e não quis andar muito. Eu geralmente vou até o fundo. Lá é um tanto menos malcheiroso e costuma ter lugar pra sentar. Mas dessa vez fiquei acostada num degrau logo no começo.

Me fiz babar por alguns minutos até que lembrei do livro na minha bolsa. Saquei o Saramago. Ô maravilha!

Mergulhei. Profundamente. Virava e devorava cada página. O tempo passou e eu ainda virava páginas. Virava. Virava. Virava...

Um raro ponto final no meio do caminho me expulsou do texto. Zap! Um oftalmologista ficara cego e foi como se me dessem um chocalhão. Hora de acordar!

Quase. Se o homem não cega logo, teria perdido. É. Perdido o ponto, o caminho pra casa, o rumo, o sentido de direção. Quase. Ainda bem que ele cegou!

O leitor não se ultraje com a pseudoliterariedade desse texto. Iniciante é assim mesmo. Dizem que a primeira vez nunca se esquece. Meu primeiro Saramago, aiai.

3 comentários:

Anônimo disse...

Poooxa Day...
ainda não li nd dele
mais tenho vontade hehehe
vou pegar com um amigo meu qd eu estiver de férias!
ele estava lendo o homem dupliacado, acho q eh esse o nome do livro.
eu acabei de pegar o mundo de sofia,por enquanto está legal rs...
ahhh eh isso Dayyy
c cuida tah!
beijooo

Anônimo disse...

Humm...eu me lembro ainda do meu primeiro Saramago. Toda aquele Português não-brasileiro, todos aqueles travessões não-colocados, todo traço da magia do autor. Tão lindo que acho que não esqueço nunca mesmo. Foi a primeira vez, poxa!

Anônimo disse...

Muitos Saramagos pra vc, e pra mim também! E Dostoievskies, Borgeses, e vários outros caras que eu ainda não conheço! Viva a literatura não teórica!!!! Beijão, Day!!