Entrei no ônibus e não quis andar muito. Eu geralmente vou até o fundo. Lá é um tanto menos malcheiroso e costuma ter lugar pra sentar. Mas dessa vez fiquei acostada num degrau logo no começo.
Me fiz babar por alguns minutos até que lembrei do livro na minha bolsa. Saquei o Saramago. Ô maravilha!
Mergulhei. Profundamente. Virava e devorava cada página. O tempo passou e eu ainda virava páginas. Virava. Virava. Virava...
Um raro ponto final no meio do caminho me expulsou do texto. Zap! Um oftalmologista ficara cego e foi como se me dessem um chocalhão. Hora de acordar!
Quase. Se o homem não cega logo, teria perdido. É. Perdido o ponto, o caminho pra casa, o rumo, o sentido de direção. Quase. Ainda bem que ele cegou!
O leitor não se ultraje com a pseudoliterariedade desse texto. Iniciante é assim mesmo. Dizem que a primeira vez nunca se esquece. Meu primeiro Saramago, aiai.
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3 comentários:
Poooxa Day...
ainda não li nd dele
mais tenho vontade hehehe
vou pegar com um amigo meu qd eu estiver de férias!
ele estava lendo o homem dupliacado, acho q eh esse o nome do livro.
eu acabei de pegar o mundo de sofia,por enquanto está legal rs...
ahhh eh isso Dayyy
c cuida tah!
beijooo
Humm...eu me lembro ainda do meu primeiro Saramago. Toda aquele Português não-brasileiro, todos aqueles travessões não-colocados, todo traço da magia do autor. Tão lindo que acho que não esqueço nunca mesmo. Foi a primeira vez, poxa!
Muitos Saramagos pra vc, e pra mim também! E Dostoievskies, Borgeses, e vários outros caras que eu ainda não conheço! Viva a literatura não teórica!!!! Beijão, Day!!
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