quinta-feira, dezembro 07, 2006

Sampa

Cidade em que eu nasci e provavelmente de onde eu jamais sairei (a não ser pra ir até alguma praia fedida).

Triste constatação por mim astutamente feita há pouco. Sou dependente, tenho raízes num chão que nem mais reconheço como meu e isso, se não fosse tão esquisito, seria ainda mais triste.

Nunca tive a ambição louca de conhecer o mundo ou de me aventurar por cidades quaisquer. Agora penso que deveria ter tido. Quando você para pra pensar nas tarefas que têm a fazer e vê que elas estão se esvaindo sem ser repostas, tudo fica um tanto relativo.

A minha vida inteira se resume em estudar e jogar tempo fora. Os dois nunca em perfeito equilíbrio. Um sempre cede à outro: ou estudo mais e jogo menos tempo fora; ou estudo menos e... Bem, a íncrivel descoberta que aqui faço é que a segunda opção é, por mais incrível que pareça, mais dolorosa.

Quero sair! E, pelo amor de deus, não me convidem pra ir ao shopping!
Quero sair! E, pelo amor de deus, pra bem longe!
Quero sair! E fim.

3 comentários:

Rafael Kato disse...

Dayanne, vc não quer sair da cidade, vc que sair de vc mesma!Acha que mudar de lugar promoverá mudança em sua cabeça,engana-se, as dúvidas continuaram com vc por onde vc for.

Anônimo disse...

Bom, suscintamente... me parece que o cotidiano que nos engole(quem diria, eu concordando plenamente com o tuti em algo)
está querendo te digerir...isso porque vc se deu conta dele...
eh precisamos do cotidiano(até em termos biológicos), mas fugir dele também pode ser fundamental...
o que dizer...um mundo gigantescamente insignificante para ser sentido, e nós nos contentando com uma insignificancia ainda menore pior ainda, sempre a mesma... é,
só nos resta tocar um tango argentino...

Anônimo disse...

Eu também quero sairrrrrrrr

mas são paulo já é uma evolução pra mim... huhauhaua